28 de abr de 2016

Metal Church - XI





Nota: 8,5

Mais um nome veterano retornando com força total, o Metal Church entrou em um hiato após o bom Generation Nothing de 2013, último disco contando com o vocalista Ronny Monroe, e fez um reflexão sobre o retorno a cena, o líder  Kurdt Vanderhoof não estava muito contente com os resultados obtidos e precisava de algo a mais para continuar com a banda,foi ai que o vocalista Mike Howe entrou em cena.

Quando foi anunciado o retorno do segundo vocalista da banda, os fãs ficaram eufóricos, Howe gravou três discos no passado sendo dois excelentes, Blessing In Disguise (1988) e Human Factor (1991) e o razoável Hanging On The Blance (1993), com um passado glorioso a frente, o vocalista saiu da aposentadoria para ajudar o velho amigo, e não há dúvidas, o resultado foi excelente.

Em XI, o Metal Church se aproxima mais do Heavy Metal com pés no Thrash Metal, e se reconecta muito bem com sua origem, não que os discos com Monroe não preservassem a identidade da banda, mas era claro que havia um certo distanciamento de sua essência, para o bem e para o mal.

A trinca inicial Reset, Killing Your Time e No Tomorrow,  mandam um claro recado de retorno, com os riffs cortantes de Vanderhoof e Van Zandt além do vocal áspero e melodioso de Howe que tem a voz perfeita para a banda, inclusive para cantar o material de David Wayne. Destaque também para Jeff Plate na bateria que tem pegada pesada e desce o braço sem dó.

O petardo não dá descanso e segue em ritmo forte , mas consegue equilibrar o clima com grandes canções cadenciadas  Sky Falls In e sua indefectível influência de Black Sabbath e a grooveada Shadow que tem no baixo de Steve Unger seu grande trunfo.

Quando as últimas notas da explosiva e raivosa Suffer Fools (que remete a Spell Can't Be Broken de Blessing In Disguise) dão as caras fica evidente que Vanderhoof acertou em cheio em convidar Howe para uma jam de retorno uma vez que e o encontro dos velhos amigos resultou em um baita disco.

Um dos grandes discos de 2016, o retorno de Mike Howe ascendeu a chama do Metal Church, tomara que não fique só nesse disco, vale lembrar que as vendas das duas primeiras semanas nos Estados Unidos foram surpreendentes. Vida longa ao Metal Church.

XI (2016)





A Banda

Mike Howe (Vocal)
Kurdt Vanderhoof (Guitarra)
Rick Van Zandt (Guitarra)
Steve Unger (Baixo)
Jeff Plate (Bateria)



26 de abr de 2016

UFC 197 - Jon Jones não impressiona



Jon Jones fez seu retorno após mais um ano de suspensão, e ao enfrentar Ovince St Preux colocou mais dúvidas do que certezas na cabeça de quem acompanha o MMA. Não titubeio na afirmação de que Jones é o maior peso meio pesado da história da modalidade, fez e desfez numa categoria tida como muito concorrida e bateu grandes adversários, tendo nos confrontos com Gustaffson e Cormier os combates mais equilibrados, mas mesmo assim saiu com o ouro.
Jones Dominou a distância
Porém sendo seu maior inimigo Jones perdeu um tempo precioso quando se envolveu em um grande número de presepadas, problemas com as drogas e com as leis pesaram e em seu retorno ficou evidente que, se Cormier não estivesse lesionado venceria Jones de maneira convincente. O ex-campeão que subiu no óctagon do MGM Grand Garden Arena passou longe do lutador versátil e perigoso, executando um jogo burocrático contra um adversário que teve 3 semanas para se preparar, e convenhamos 

Jones não mostrou muito, o que é compreensível treinar é uma coisa, por mais duro o que o faça, lutar para voltar ao topo sempre será mais difícil, questões técnicas e psicológicas explicam isso, a luta transcorreu de forma morna por cinco rounds, St Preux chegou a balançar o ex-campeão com um potente direto, que respondeu bem e no quarto round aplicou bem seu jogo de quedas e o domínio das ações. 
E aplicou seu jogo de wrestling no quarto round

No fim das contas, Jones venceu os cinco rounds, é considerado o campeão interino e terá Cormier pela frente em uma batalha que promete, 'é quase certeza que veremos outro atleta em ação, o atual campeão perdeu uma chance de ouro de dar uma bela surra em Jones e lavar sua alma. 




Veremos o que o futuro nos reserva, enquanto isso Demetrious Johnson pode superar Anderson Silva em número de defesas de cinturão, o Might Mouse vai indo muito bem reinando tranquilo nos pesos moscas.

Resultado dos palpites Resultado dos palpites UFC 197   Placar Geral: 17 Acertos, 16 Erros => 52% de acerto.


22 de abr de 2016

Palpites UFC 197 - Jones x Saint Preux





O UFC volta a Las Vegas e coloca um dos maiores nomes da atualidade volta para tentar reconquistar seu reinado, Jon Jones iria originalmente lutar contra Daniel Cormier, mas com a lesão do atual campeão, Saint Preux se encarregou de dar as boas vindas ao ex campeão e lutador mais dominante dos Meio Pesados.

O combate tende a ser muito favorável a Jones, mas Saint Preux pode incomodar com seus chutes de esquerda e sua boa envergadura, o ex-campeão tem no wrestling e nas cotoveladas seus pontos mais fortes, luta bem casada, com um sensível favoritismo para Jon Jones.

O campeão dos pesos moscas Demetrious Johnson coloca seu título e sua ampla série de defesas contra Henry Cajudo no co-main event da noite

Vamos aos palpites do card principal


Yair Rodriguez (7-1) vs. Andre Fili (15-3) => Palpite: André Fili vence.

Robert Whittaker (16-4) vs. Rafael Natal (21-6-1)
=> Palpite: Roberto Whittaker vence.


Anthony Pettis (18-4) vs. Edson Barboza (16-4)=> Palpite: Anthony Pettis vence.

Demetrious Johnson (c) (23-2-1) vs. Henry Cejudo (10-0)=> Palpite: Johnson vence.

Jon Jones (21-1) vs. Ovince Saint Preux (19-7)=> Palpite: Jon Jones vence.




3 de abr de 2016

Anthrax - For All Kings


Nota: 7,5

O Anthrax é um dos gigantes do Thrash Metal americano, ostentando três décadas nas costas o quinteto já passou por tudo, grandes momentos, mudanças drásticas, recomeços explosivos e até algumas escorregadas, mas convenhamos, com tanto tempo no mundo do show bussiness é impossível passar ileso.

For All Kings de fato não tem a mesma potência e intensidade do anterior Worship Music, mas consegue manter o legado com muita dignidade e ainda trazendo elementos que empolgam os fãs da música pesada.Esse é o segundo disco com Joey Belladona nos vocais após seu retorno, além da estréia do  novo guitarrista Jon Donais (Shadows Fall) que assume o lugar de Rob Caggiano que foi para o Volbeat, e dá conta do recado.

Em You Gotta Believe o DNA clássico do Anthrax está presente com  a bateria furiosa de Charlie Benante e os riffs demolidores de Scott Ian, a pegada pesada e melodiosa é uma constante ao longo do play, Monster At The End é cadenciada, melódica e cheia de grooves do baixo de Frank Bello, e a faixa título For All Kings exibe Joey Belladona em boa forma, sua voz  característica sempre traz memórias dos bons tempos, é o homem certo para o posto, apesar de admirar John Bush.

O viés mais melódico pode não agradar quem espera o Anthrax veloz e com flertes hardcore, mas dentro da proposta Breathing Lightning é acertada, com um bom riff, levada mid tempo e um refrão graúdo, ainda temos bons momentos com as porradas Suzerian e Evil Twin

Mas vou ressaltar  um senão do disco, falta algo a mais, um grande som, mas em contrapartida não temos faixas essencialmente ruins, Blood Eagle Wings sintetiza isso, arrastada, dotada de groove com uma mudança de andamento liderada por Benante, cativa mas não consegue ser um novo clássico.

O bom trabalho é mantido e sons como Defend/Avenge e Zero Tolerance honram o legado dos nova iorquinos, entretanto quem esperava mais que isso pode se decepcionar, For All Kings é um disco sólido, tem grandes músicas, e perfomances excelente dos músicos, algo corriqueiro para uma banda de tal porte. 

Se você gosta de um som pesado, recheado de grooves e boas melodias, vale a audição, só não espere um novo Among The Living ou The Sound of White Noise.  


Ouça no Spotify

For All Kings (2016)


A Banda 

Joey Belladona (vocais)
Scott Ian (Guitarra e Backing Vocals)
Charlie Benante (Bateria, guitarra ritimica)
Frank Bello (Baixo e Hacking Vocals)
Jon Donais (Guitarra)