31 de jan de 2014

Palpites UFC 169 - Barão x Faber II





New Jersey vai receber um grande evento no sábado, o UFC 169 que coloca Renan Barão e Urijah Faber frente a frente novamente pela disputa do cinturão dos galos, na mesma noite o super campeão José Aldo encara Ricardo Lamas pelo título dos penas. Uma grande noite com excelentes combates!

Como sempre vamos aos palpites do card principal.

Jamie Varner (21-8-1, 2 NC) vs. Abel Trujillo (11-5)

Combate complicado, Varner é guerreiro Trujillo também gosta de trocar, tem tudo para ser um combate eletrizante. Acredito mais em Varner. Palpite; Jamie Varner vence.

John Lineker (23-6) vs. Ali Bagautinov (12-2)

John Lineker bate pesado e tem boa velocidade, Bagautinov é mais completo e tem vantagem na luta agarrada. Palpite: Bagautinov vence.

Frank Mir (16-8) vs. Alistair Overeem (36-13)

Luta interessante, quem perder corre o risco de ser demitido do evento, dois pesos pesados com muita experiência e que já viveram altos e baixos. Mir vai ter que mostrar mais do que vem fazendo para vencer, Overeem começa bem, mas sempre cansa durante a luta. Díficil opinar. Palpite: Overeem vence.

Jose Aldo (23-1) vs. Ricardo Lamas (13-2)

Aldo é um dos maiores campeões do UFC, Lamas vem de franco atirador, acredito no jogo do brasileiro, mais completo pode controlar a luta  e evitar a troca franca de golpes. Palpite: José Aldo vence.

Renan Barão (31-1) vs. Urijah Faber (30-6)

Combate muito equilibrado, difícil fazer prognósticos, Barão é mais completo, Faber explosivo e perigoso em pé e no chão. Barão já bateu Faber uma vez, e pode repetir o resultado. Palpite: Barão vence.


28 de jan de 2014

UFC ON FOX 10 - Thomson venceu, mas não levou!

No último sábado Ben Henderson foi o vencedor da luta contra Josh Thomson segundo os juízes, entretanto o público presentes, os telespectadores além do patrão Dana White não ficaram 100 % convencidos do resultado.

O combate valia uma possível luta pelo título ao vencedor, entretanto, tanto Henderson quanto Thomson deram passos para trás rumo ao título devido a falta de agressividade de ambos que poderiam ter mostrado mais vontade de vencer.

Henderson foi claramente dominado no primeiro round, perdeu de maneira mais equilibrada o segundo e venceu o terceiro quando partiu para cima.  A polêmica se dá nos 2 rounds finais, Henderson caminhou para frente, Thomson conseguiu uma boa queda mas ficou preso na boa guarda de Henderson, que devolveu na mesma moeda colocando Thomson no chão,  entretanto Thomson terminou o quarto round nas costas, atacando um estrangulamento, vencendo por 10x9. 

O quinto round foi mais morno e alternou com Henderson caminhando mais para frente, mas sendo pouco efetivo, Thomson sendo mais preciso chegando  a abalar a base de Henderson com chutes e contra golpes, mais um round para Thomson.

Minha contagem ficou em 49 x 46 para Thomson, que acabou vencido na decisão dividida dos juízes, que viram vitória de Ben Henderson, bom para meus palpites, péssimo para o esporte que precisa se adaptar a um sistema mais moderno de pontuação o mais rápido possível, e de preferência colocar pessoas qualificadas que conheçam artes marciais como juízes laterais.


Thomson foi melhor

Dominando na luta agarrada

Resultado dos palpites  : 3 Acertos (Jeremy Stephens, Donald Cerrone e Ben Henderson  1 Erro (Stipe Miocic)
Placar Geral 7 acertos, 3 Erros = 70% de acertos

27 de jan de 2014

Pearl Jam - Lightning Bolt



Nota; 8,00

O Pearl Jam tem uma vasta carreira que teve seus altos e baixos, foi um dos focos da explosão Grunge nos inicio dos anos 90, também  saboreou momentos mais obscuros nesse meio tempo até surfar nas ondas da popularidade novamente nos meados dos anos 2000.  Nesse contexto de altas expectativas surge Lightining Bolt, o décimo registro de estúdio de inéditas dos caras, e posso afirmar que fizeram bonito.

Antes de qualquer coisa, os tempos de Ten e Vs não voltam mais, para o bem ou para o mal o quinteto de Seattle evoluiu nesses anos, fazendo um  Rock amplo, algo como uma versão mais rebelde e caótica de Bruce Springsteen e NeilYoung.

No que consiste tal amadurecimento? Em uma musicalidade que caminha entre o Punk, o Rock clássico e o Folk, muitos podem falar que essa fórmula não é novidade no som do Pearl  Jam, o que é fato, mas em Lightining Bolt a engrenagem está mais alinhada e a sintonia mais fina.

Se em Backspacer (2009) a banda soou mais simples e direta, desta vez temos arranjos mais diversificados e uma perfomance mais consistente com maior robustez sonora. Eddie Vedder comanda a banda com carisma e sua ótima voz, Stone Gossard e Mike McCready afiaram suas guitarras mais uma vez, Jeff Ament balanceia tudo com seu som de baixo cristalino e Matt Cameron é um eximio baterista. A formação sólida é a grande força do Pearl Jam.

Getaway abre as portas em um clima para cima, agitado, recheado de guitarras e boas melodias, Mind Your Manners vem na sequencia sem pedir licensa, um punk rock no talo e sem frescuras como todo o fã do Pearl Jam gosta.

A balada Sirens é um dos momentos mais inspirados do álbum, Eddie Vedder coloca bem sua voz em versos cativantes e McCready brilha em um solo espetacular, Lightning Bolt retoma a pegada roqueira  evocando Do The Evolution com os riffs de Gossard. Se na primeira metade do disco as influências de Punk Rock falam mais alto, a segunda metade vem mais na manha,  com a melancólica Pendulum a atmosfera fica mais chuvosa como Seattle, um climão pesado recheado de ecos, baixo e violões, muito bom de ouvir.

Let The Records Play é um rock cadenciado, simples mas recheado de grooves promovidos por Ament e Cameron. a quase country Sleeping By Myself é dispensável, a balada  Yellow Moon tem um solo de guitarra muito bom além de grande potencial para partes mais calmas dos shows, a folk Future Days fecha o disco de maneira oposta a seu inicio, de forma acústica e serena, os bons vocais evidenciam o diferencial de Vedder, que transforma músicas comuns em grandes canções.

Lightining Bolt é um disco cativante e mostra a vitalidade do Pearl Jam, se em anos anteriores eles buscavam uma nova identidade após a euforia dos primeiros anos, hoje encontramos uma banda convicta em fazer o que quer sem se preocupar com as amarras do passado e modismos. O passar do tempo fez muito bem aos caras.

O Digipack tem um trabalho gráfico muito legal. Compre sem medo.



Mind Your Manners




Sirens



Lightning Bolt (2013)

  1. Getaway
  2. Mind Your Manners
  3. My Father's Son
  4. Sirens
  5. Lightning Bolt
  6. Infallible
  7. Pendulum
  8. Swallowed Whole
  9. Let The Record Play
  10. Sleeping By Myself
  11. Yellow Moon
  12. Future Days
A Banda

Eddie Vedder (Vocais, Guitarra)
Mike McCready (Guitarras)
Stone Gossard (Guitarras)
Jeff Ament (Baixo)
Matt Cameron (Bateria)

24 de jan de 2014

UFC ON FOX 10 - Henderson x Thomson




UFC vem com força total em 2014, dessa vez o evento desembarca em Chicago e marca o retorno de Ben Henderson, ex-campeão dos leves, e pega uma pedreira Josh Thomson vem motivado uma vez que uma vitória pode colocá-lo rumo ao title shot.

Um card complicado de opinar!

Darren Elkins (17-3) vs. Jeremy Stephens (22-9)

Luta complicada, dois lutadores que vem de vitória e querem algo a mais dentro do UFC, Stephens tem mãos pesadas e se estiver com a cabeça no lugar pode complicar, Elkins pode apostar em um jogo mais estratégico. Palpite: Stephens vence.

Donald Cerrone (21-6, 1 NC) vs. Adriano Martins (25-6)

Combate mal casado, Cerrone é um top 10, Adriano chegou agora no evento mas tem uma vasta experiência, Cerrone vem com vantagem mas pode ser surpreendido. Díficil opinar. Palpite: Cerrone vence.

Stipe Miocic (10-1) vs. Gabriel Gonzaga (16-7)

Gabriel Napão é uma incógnita, nunca sabemos o que vai acontecer, acredito mais em Miocic por ser mais consistente e atlético. Se a luta for para o chão, Napão vence, mas é complicado. Palpite: Napão vence.

Benson Henderson (19-3) vs. Josh Thomson (20-5)

Combate que promete, dois grandes lutadores, Henderson é mais completo, Thomson troca muito bem e pode nocautear. Uma luta que pode levar o vencedor para o título, tende a ser muito disputado. Palpite: Ben Henderson vence

20 de jan de 2014

UFC Fight Night 35 - Rockhold arrasador!

Na última quarta feira o UFC esteve em Atlanta para promover o retorno de Luke Rockhold ao octagon, em uma noite de bons combates pudemos presenciar uma agitação considerável na categoria dos pesos médios, que ganhou novo ânimo após a queda de Anderson Silva.

Promessas do peso médio Yoel Romero e  Derek Brunson fizeram uma grande luta, ambos estão em uma crescente no UFC Romero apesar do inicio "preguiçoso" acelerou o passo e após perder os dois primeiros rounds acertou um golpe certeiro e finalizou a luta com cotoveladas no corpo de Brunson, que lutou bem apesar da derrota.

Romero tem mãos pesadas!

Finalizou a luta com cotoveladas no corpo


Na luta principal, Luke Rockhold atropelou Costas Philippou logo no primeiro round, mostrando recuperação após a derrota fulminante para Vitor Belfort. Aplicando chutes na linha de cintura e um bom direto derrubou Philippou sem grande esforço, fazendo com que o árbitro interrompesse o combate ainda no primeiro round.

Rockhold voltou para o páreo, mas pedir Belfort novamente foi exagero, ele sabe que está bem longe de uma revanche.

Chutes certeiro na costela.

Direto no queixo!


Resultado dos palpites  : 4 Acertos (Moraga, Romero, Dillashaw e Rockhold  2 Erros (Miler e Brad Tavares)


Placar Geral 4 acertos, 2 Erros = 66% de acertos


16 de jan de 2014

Os melhores álbuns de Rock/Metal de 2013 #2

Depois de um tempão (põe tempo nisso) sem escrever, cá estou eu com o top10 de 2013 (mesmo estando em 2014 já).

O ano foi extremamente proveitoso, com discos variados, bandas de volta, retomando trabalho, bandas novas, outras com material consistente, e outras decepcionando ... (ou seja, variado mesmo).


Consegui ouvir boa parte do que eu queria ouvir, mas sem precisar forçar estar na lista, seja por nome, ou por falta de vaga... (inclusive vários medalhões desse ano não estão nesse top).

Inclusive um "intruso" no "Melhores álbuns de Rock Metal", por não se encaixar exatamente no estilo. Hehehehe....

Vamos aos Melhores álbuns de Rock/Metal de 2013, por este que vos escreve:


#10 Trivium - Vengeance Falls

Metalcore no meu top? Veja bem...:

Confesso que não é meu estilo preferido, mas o Trivium soube mesclar bem com um "pouco" de Thrash... e os vocais mais limpos, me agradaram... Outro destaque são as 2 linhas de guitarras que proporcionaram riffs e solos interessantes. Além do baterista ser monstro!

P.S.: Ironicamente esse disco foi bastante criticado pelos fãs da banda... então acho que entendi porque um disco do estilo na minha lista...

Você tem que ouvir: "Brave The Storm"


 
#09 Riverside - Shrine Of New Generation Slaves

Já conhecia essa banda da Polônia, porém achava um pouco exagerado o experimentalismo da mesma... Só que... nesse disco de 2013, eles mesclaram bem isso, com algo mais direto, as linhas vocais em alguns momentos lembram-me Pink Floyd... (não só as linhas vocais). Outro destaque fica para as linhas de baixo.

Você tem que ouvir: "The Depth Of Self-Delusion"


#08 Exivious - Luminal

Opa, esse aqui entrou aos 46 do segundo tempo, eu tinha bastante coisa pra ouvir aqui (assim como conferi muita coisa que não tinha ouvido desse ano), e bom... Que banda! QUE BANDA! É um metal Progressivo com doses de fusion, truncado, virtuoso!

Não pensei 2x em colocá-la em meu top10.

Você tem que ouvir: "Immanent"



#07 Royal Hunt - A Life To Die For

O que eu posso dizer de "A Life To Die For"? ... Royal Hunt em sua essência, sem tirar nem por. Você sente como estivesse ouvindo um novo "Moving Target"(1995) ou um "Paradox" (1997), porém, com os arranjos sinfônicos ainda mais presentes. Destaque também para produção impecável.

Você tem que ouvir: "One Minute Left To Live"



#06 The Jan Holberg Project - At Your Service

Grata surpresa, indicada por um amigo (Valeu David!), Joe Lynn Turner tá em todo tipo de projeto, pagou, ele canta. Mas esse realmente chamou minha atenção, foge um pouco do que ele costuma cantar (ainda que tem um pouco de AOR no disco), mas mescla isso, com hard rock, rock n roll classico, blues, soul e FUNK. Por sinal, convenhamos, TODAS as linhas de baixo do discos são muito boas!
... Sim, a pessoa que dá nome ao projeto, é o próprio (baixista).

Você tem que ouvir: "Sensuality"

 
#05 Stratovarius - Nemesis

Uma das principais surpresas do ano, o Stratovarius, que vivia uma reformulação, depois do "abandono" de seu principal compositor (e um dos fundadores), Timo Tolkki, A banda vinha de 2 álbuns "inconsistentes" desde a saída do antigo guitarrista e bom... nesse último disco, desgarrou-se das rédeas ditadas pela "imagem" da banda e resolveu ousar, capitaneada pelo seu novo guitarrista Mathias Kupiainen, seu som tornou-se sujo (muita distorção), riffs crus, com a parte melódica carregada pelo seu tecladista, Jens Johansson. E a mistura é algo SENSACIONAL, é uma nova banda, com som próprio.

Você tem que ouvir: "Halcyon Days"


#04 Niacin - Krush

Achamos o "intruso", JAZZ FUSION foi um dos estilos que mais ouvi esse ano (porém, nas colocações anteriores, sempre misturado com prog rock/prog metal), nesse caso, o power-trio com Billy Sheehan (baixo, integrante do Mr. Big e Winnery Dogs), John Novello (Harmmond B3, piano) e Dennis Chambers (bateria) conseguem te impressionar tamanha precisão, virtuosidade, variação, arranjos complexos, enfim ... Pra quem conhece Niacin, entregou o que a banda sempre entregou nos discos anterioes, pra quem não conhece, pode ser um bom começo. Discaço!

Você tem que ouvir: "That's The One!" (escolher uma só é complicado, esse é pra ouvir o disco inteiro "sem perceber" qual faixa é)


#03 Masterplan - Novum Initium

Depois daquele "Review-bíblia" muita gente achou que Masterplan estaria no top1 (tá, até eu achei), ainda assim, não é AQUELE disco do Masterplan, quem sabe com esse line-up estável, esse disco venha.

Porém, Novum Initium tem seus méritos, é um recomeço para banda, com integrantes novos, com um material (e arranjos) interessantes de Roland Grapow/Axel Mackenrott. Além de seus novos integrantes já chegando e mostrando serviço, dando uma nova cara, sem abrir mão das características da banda.

Você tem que ouvir: "Betrayal"


#02 Alter Bridge - Fortress

Escolher esse segundo lugar foi difícil, mas a banda de Myles Kennedy e Mark Tremonti lançou um disco MUITO forte, um dos ápices da banda. Com influencias de trabalhos individuais anteriores, Myles (e suas notas altas com Slash) e Tremonti (solo, colocando mais peso nos arranjos) agregaram valor ao mais novo lançamento do Alter Bridge. Ficará em destaque facilmente em sua curta (porém rica) discografia.

Você tem que ouvir: "Fortress"


#01 Queensryche - Queensryche

Quando o "defeito" do disco é ser curto demais, é sinal que ele é bom, não é? Então, seus menos de 40 minutos são TUDO o que todo fã (ou quase todos) esperava de uma banda reformulada, com um um novo (e excelente) vocalista, ex-Crimson Glory, Todd La Torre.

O álbum mescla as principais características da banda pré "Promised Land" (1994) com algum toque moderno com produção impecável e influencias de seu novo vocalista (vocal rasgado/agressivo). Você vai achar sons que encaixariam-se na proposta tanto do Empire, quanto do Operation Mindcrime. Enfim, é uma FELIZ "volta aos trilhos", welcome back, Queensryche!

Você tem que ouvir: "In This Light"
(Por sinal, essa caberia fácil no "Empire"(1990))
____



Então, este é meu humilde Top10 de 2013, com um belo atraso de 15 dias (aqui ainda é dia 15). Agradeço a todos pela atenção, e já tenho 2 reviews engatilhados, então... meu sumiço cessará por algum tempo (espero).

Próspero 2014 a todos!

14 de jan de 2014

Palpites UFC Fight Night 35 - Rockhold x Philippou





O ano de 2014 já começou para os fã de MMA e como sempre os palpites do card principal do UFC estão presentes aqui no Its Electric. 

Amanhã teremos o retorno de Luke Rockhold, ex-campeão peso médio do Strikeforce que estreou no UFC sendo atropelado por Vitor Belfort, ele encara Costas Philipou ambos buscam retomar o caminho da vitória.


Cole Miller (20-8) vs. Sam Sicilia (12-3)

Luta entre dois atletas do pelotão intermediário dos pesos penas, acredito em Sam Sicilia que é mais agressivo e se vier inspirado pode nocautear, Cole Miller leva vantagem na luta agarrada. Palpite :Sam  Sicilia vence.

 
John Moraga (13-2) vs. Dustin Ortiz (12-2)

Moraga tenta voltar a disputar o cinturão dos moscas, Dustin Ortiz chega de franco atirador, luta equilibrada nos pesos moscas. Palpite: John Moraga vence.

Yoel Romero (6-1) vs. Derek Brunson (11-2)

Yoel Romero parece ser uma promessa dos pesos médios, com base na luta agarrada, é explosivo e muito forte, Derek Brunson também é explosivo mas com menos recurso técnico. Palpite: Yoel Romero vence.

T.J. Dillashaw (8-2) vs. Mike Easton (13-3)

Ambos vem de derrota mas Dillashaw é mais consistente, apesar de Mike Easton ter mais experiência, combate complicado nos pesos penas. Palpite: Dikkashaw.

Lorenz Larkin (14-1) vs. Brad Tavares (11-1)

Equilibrio evidente entre os dois pesos médios, ambos são lutadores que buscam um espaço no top 10 da divisão, luta difícil de opinar. Palpite: Lorenz Larkin vence.

Luke Rockhold (10-2) vs. Constantinos Philippou (12-3, 1 NC)

Luke Rockhold chegou ao UFC como um grande nome, ex- campeão do Strikeforce tinha tudo para furar fila e lutar pelo título até que Vitor Belfort acabou com os planos dele, Philippou é um lutador limitado, com muita raça e poder de nocaute, Rockhold tem mais recursos e se usar sua movimentação e combinação de luta agarrada e trocação afiada tem tudo para vencer. Palpite: Rockhold vence.



9 de jan de 2014

Electric Age - Good Times Are Coming



Nota: 7,5 

Quem gosta de Hard Rock e de novidades tem motivos para sorrir nos últimos anos, muitas bandas novas vem surgindo na cena e entregando grandes lançamentos. Seguindo essa onda os paulistas do Electric Age surgiram com tudo, a banda é nova, de 2011 e em 2013 soltou o ep Good Times Are Coming, eles também se destacaram tocando no Monsters Of Rock como banda escolhida pelo público, um grande começo!

Os caras mostram maturidade e sabem onde querem chegar, as influências de Rainbow Deep Purple, Led Zeppelin e Van Halen (fase David Lee Roth) norteiam o trabalho do Electric Age, um prato cheio para quem curte Hard Rock clássico.

O material é bem produzido e os músicos estão em boa forma, provando a evolução das bandas brasileiras no quesito produção.

Junior Rodrigues tem um bom alcance vocal e interpretações legais, canta muito bem,e mesmo com alguns excessos (propositais em alguns momentos)  soa autêntico, as guitarras de Luiz Felipe aparecem em destaque, com influências de clássicos como Richie Blackmore e Eddie Van Halen consegue aliar bem a técnica afiada e a sensibilidade de grandes guitarristas.  O baixista Otávio Cintra tem um estilo calcado em grooves e ritmos suingados, lembrando Neil Murray e Rudy Sarzo, Rafael Nicolau "The Boss" honra a tradição de grandes bateristas brasileiros e mostra suas armas com ritmos quebrados, peso nas mãos e muita precisão.

 A Intro Rise tem um som de teclado alá Jon Lord abre e  espaço para um pequeno suite instrumental que se liga com a empolgante e forte Snake Eater, com vocais bem legais de Junior que usa bem os drives e timbres agudos, algo próximo de Axl Rose.

Na progressiva Echoes Of Insanity   Otávio e The Boss mostram todo o groove de um bom hard rock,  a pegada "Van Haliana" de All Night Long é um dos pontos altos do EP, em um clima festivo tem nas guitarras de Luiz Felipe seu ponto forte, investindo em um timbre afiado e com grandes harmonias, o interlúdio lento lembra o saudoso Diamond Head, The Boss quebra tudo.  A melhor faixa do trabalho.

Dreamer começa com teclados de forma  épica com andamento cadenciado, os vocais de Junior remetem a Lenny Wolf do Kingdom Come, as harmonias orientais das guitarras e a sessão rítmica pulsante ampliam o clima viajante da canção que mais uma vez flerta bem com o rock progressivo.

Aumentando a rotação temos a faixa título, Good Times Are Coming é acelerada e adiciona uma dose extra de peso e virtuose no instrumental, música descontraída e excelente escolha para fechar essa prévia para um futuro debut.

Confesso que senti falta de uma grande balada, não que seja obrigatório, mas é um bom componente para expor a banda ao grande público, entretanto, o trabalho é forte e o profissionalismo é algo que diferencia o Electric Age. Resta agora espaço para divulgar sua música e uma oportunidade para alcançar o grande público. O potencial é muito grande.



All Night Long




Good Times Are Coming (2013) (EP)


  1. Rise
  2. Snake Eater
  3. Echoes Of Insanity
  4. All Night Long
  5. Dreamer
  6. Good Times Are Coming



A Banda

Luiz Felipe Cardim  (Guitarra)
Otavio Cintra  (Baixo)
Rafael Nicolau "The Boss" (Bateria)

Junior Rodrigues (Vocal) 
Produzido Por Tadeu Degrigo, Marcelo Pompeu e Heros Trench
Agradeço ao Electric Age que cedeu o material para a resenha!

8 de jan de 2014

Trivium - Vengeance Falls




Nota: 7,5

Se você é daqueles fãs que em pleno ano de 2014 acha que  Heavy Metal de qualidade só foi feito nos anos 80 pode começar a rever seus conceitos, muitas bandas surgidas nas últimas décadas vem carregando o legado da música pesada e renovando o público, um dos maiores nomes dessa geração é o Trivium.

Formado no inicio dos anos 2000 na Flórida, o Trivium pratica uma mistura de Metal Extremo com Heavy Metal Tradicional, muitas vezes (erroneamente) rotulados de Metalcore.  Entretanto a banda nunca ligou muito para subdivisões e se estabeleceu no cenário fazendo música pesada de qualidade como nos já clássicos Shogun (2008) e In Waves (2011).

O  Vocalista e Guitarrista Matthew Heafy é a figura central que compõe grande parte das músicas além de excelente guitarrista e ótimos vocais, o Guitarrista Corey Beaulieu divide os riffs e solos além de fazer os vocais guturais de apoio, o baixista Paolo Gregoletto e o baterista Nick Augusto compõe uma sessão rítmica  precisa que faz inveja a qualquer medalhão do Heavy Metal.

Vengeance Falls é um álbum pesado e intenso, consegue contrapor muito bem a parte extrema com melodias, arranjos intrincados, grandes refrães e guitarras afiadas, os riffs despejados pela dupla Heafy e Beaulieu são as engrenagens do disco junto com os duetos nos solos. O Trivium vem mostrando consistência e boas doses de originalidade.

Quando Brave This Storm explode nos alto falantes já notamos que eles não estão de brincadeira, a metralhadora nos bumbos de Augusto e o groove das bases de guitarras e do baixo é um convite para os mosh pits.

Com o inicio forte, Vengeance Falls vem na seqüência com um ritmo mais quebrado lembrando Disturbed seguida de  um refrão fácil. O primeiro single Strife é outra pedrada, os riffs matadores no inicio  culminam em harmonias bem legais no refrão repleto de vocais melodiosos, o baixo de Gregoletto  acerta em cheio, tamanho peso e densidade sonora, pontos para a produção de David Draiman.

Apesar de uma ligeira queda em relação ao inicio, temos boas canções no meio para o final do disco,  a melodiosa At The End Of This War é uma grande música, a  cadenciada Through Blood and Dirt And Bone adiciona um bom toque de diversidade e é um dos destaques do álbum, Nick Augusto é espetacular.

Chegando a parte final temos a melancólica Wake ( The End is Nigh) que capricha nos vocais guturais e na quebradeira no instrumental, as vocalizações dinâmicas no refrão ficaram bem legais coma sobreposição de vozes e não podiam faltar os solos demolidores de Beaulieu e Heafy, uma das melhores duplas de guitarra da atualidade.

O  Trivium não economiza em nada, produção de primeira linha, instrumental grandioso e vocais poderosos produzem bons resultados trazendo uma boa dose de modernidade ao Heavy Metal ao mesmo tempo que mostra a nova geração duetos de guitarras, refrães marcantes e muita melodia do estilo clássico oitentista, um paradoxo muito produtivo para a música pesada.


Strife

Vengeance Falls (2013)


  1. Brave This Storm
  2. Vengeance Falls
  3. Strife
  4. No Way To Heal
  5. To Believe
  6. At The End Of This War
  7. Through Blood And Dirt And Bone
  8. Villainy Thrives
  9. Incineration: The Broken World
  10. Wake (The End Is Nigh)
A Banda

Matt Heafy (Vocais, Guitarras)
Corey Beaulieu (Guitarras, Backing Vocals)
Paolo Gregoletto (Baixo)
Nick Augusto (Bateria)